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Alergia e Intolerância Alimentar

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ImprimirReportar erroTags:devemos, obesas, asma, rinite, insuficiência, respiratória, alérgico e outros430 palavras7 min. para ler

Devemos diferenciar dois conceitos distintos com manifestações clínicas diferentes:Alergia alimentar
É um processo desencadeado por proteínas do alimento, causando manifestações clínicas imediatas, através de uma resposta pela imunoglobulina E, e de fácil visualização entre a causa e os efeitos.
Intolerância alimentar
Processo complexo, de difícil detectação, com manifestações clínicas variadas e de característica insidiosa, por vezes difíceis de diagnosticar e relacionar com o alimento. Na intolerância alimentar a formação de anticorpos IgG dirigidos a proteínas de alimentos tem um papel importante no processo fisiopatológico. Na intolerância a um determinado alimento a sua ingestão continuada leva à alteração do padrão normal de produção de anticorpos IgA para um padrão de produção de níveis elevados de anticorpos IgG dirigidos a certos alimentos com indução de processos patológicos muito diversos.Este processo imunológico explica que determinados alimentos possam desencadear perturbações digestivas e, outras manifestações clínicas de caráter insidioso, difíceis de relacionar com o alimento por se tratarem de patologias de grau moderado e evolução crônica.As condições clínicas que se podem relacionar com processos de intolerância alimentar e em que a supressão da ingestão do alimento provoca uma melhoria evidente em mais de dois terços dos casos, são as seguintes:
Perturbações gastrointestinais (50%): Dores abdominais, cólicas abdominais, obstipação, diarréia, aerocolia, cólon irritável, são as patologias que mais se associam a uma intolerância alimentar.
Processos dermatológicos (16%): Acne, eczema, psoríase, urticária, prurido.
Transtornos psicológicos (11%): Ansiedade, letargia, depressão, fadiga, hiperactividade (nas crianças), náuseas.
Perturbações neurológicas (10%): Cefaleias, enxaquecas, tonturas, vertigens.
Perturbações respiratórias (10%): Asma, rinite, insuficiência respiratória que se podem relacionar com um processo alérgico.
Outros: inflamações articulares, fibromialgia, artrite.
Intolerância alimentar e obesidade: Nas pessoas obesas que respondem mal aos tratamentos habituais de emagrecimento, verificou-se uma diminuição de peso com a eliminação na dieta de alimentos que se revelaram no nosso teste de sensibilidade elevada. O Teste de Intolerância Alimentar tem pois indicação na avaliação clínica que antecede a escolha da dieta adequada ao tratamento da obesidade.
Verificou-se melhoria (de 50 – 66%) dos casos que cumpriram uma dieta, escolhida pelo médico com o auxílio do rastreio laboratorial, com supressão dos alimentos não recomendados. Em geral observou-se melhoria num período de 20 a 60 dias após o início de uma dieta adequada.Trata-se pois de uma opção importante a considerar tendo em conta que no grupo de patologias descritas se observam melhorias assinaláveis procedendo-se apenas à supressão do alimento que as origina. O conhecimento das intolerâncias alimentares de cada doente é, neste momento, um passo incontornável para a elaboração de um plano alimentar personalizado na abordagem das doenças crônicas com componente inflamatório em Medicina Integrada e Funcional.

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