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Cirurgia Bariátrica - riscos X benefícios

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ImprimirReportar erroTags:obesidade, cirurgia, médico, bariátrica, ser, tratamento, deve e riscos529 palavras8 min. para ler

PARA O PÚBLICO
Cirurgia Bariátrica: riscos associados são mais comuns que benefícios
 
 
 
Médicos destacam que cirurgia para tratamento da obesidade funciona, mas deve ser a última opção
 
Apenas perder peso não significa conseguir um corpo saudável. Com a população brasileira cada vez mais acima do peso, conquistar essa meta significa buscar formas mais saudáveis para manter a qualidade de vida. Entre os métodos mais debatidos, a cirurgia bariátrica é encarada por médicos como uma das soluções para os casos mais graves de obesidade – mas também a que envolve mais riscos.
 
"A intervenção cirúrgica para tratamento da obesidade deve ser a última opção de indicação médica”, afirma o Dr. Fernando Chueire, médico nutrólogo da Associação Brasileira de Nutrologia - ABRAN. Ele explica que o indivíduo está apto à cirurgia quando é obeso há mais de cinco anos e já se submeteu às tentativas tradicionais como dietas, atividades físicas e medicamentos, por um período superior a dois anos, sem apresentar melhora significativa.
 
"Por se tratar de um procedimento invasivo e, de certa forma, até mesmo agressivo ao organismo, este método só é recomendado para pacientes obesos com IMC igual ou acima de 40 ou IMC acima de 35 com comorbidades como hipertensão, diabetes, dislipidemias, osteoartroses, síndrome de apneia obstrutiva do sono. Nestes casos a cirurgia torna-se essencial para que estes pacientes não cheguem ao óbito”.  
 
Pós-operatório: acompanhamento médico por tempo indeterminado
 
A cirurgia bariátrica proporciona perda de peso e os pacientes conseguem melhorar o controle das comorbidades associadas à obesidade. "No entanto, também pode resultar em deficiência de nutrientes no organismo, como ferro, cálcio, vitaminas D, A, C, B12, ácido fólico, cobre, zinco, magnésio, além de desnutrição proteico-energética e neuropatias”, diz o Dr. Chueire. Outro cuidado pós-cirúrgico é com possíveis doenças psiquiátricas ocasionadas pela limitação alimentar. "Por isso o acompanhamento médico deve ser por tempo indeterminado”.
 
É preciso encarar a obesidade como doença crônica
 
Para Chueire, após o diagnóstico do médico, a obesidade deve ser encarada pelo paciente como doença crônica, que precisa de tratamento. "A metodologia começa sempre com procedimentos tradicionais, estimulando o paciente a cumprir as metas, evitar interrupções e abandonos. O tratamento cirúrgico é indicado somente quando esgotam todas as opções, pois esta abordagem não está isenta de complicações e riscos para o paciente”.
 
Para não chegar a medidas extremas quanto à obesidade, o médico nutrólogo indica que as pessoas devem procurar tratamento especializado o mais breve possível. "Crianças obesas, por exemplo, devem ser tratadas ainda na infância, para evitar a obesidade e todas as suas complicações na idade adulta”, diz o médico nutrólogo.
 
Tratamentos para obesidade estão entre temas de Congresso
 
Os riscos envolvidos e as situações de indicação da cirurgia bariátrica estão entre os temas que serão debatidos durante o XVI Congresso Brasileiro de Nutrologia, que acontece no período de 19 a 21 de setembro no Centro de Convenções do hotel Maksoud Plaza, em São Paulo. O evento, organizado pela ABRAN, acontece desde 1996 e inclui palestras, painéis e debates sobre temas como nutrição enteral, diabetes, síndrome metabólica, obesidade, nutrição parenteral, longevidade, alimentos funcionais, cirurgia bariátrica, transtornos alimentares, nutrologia esportiva, alergia alimentar, antioxidantes, ergogênicos, entre outros.