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Será que a obesidade vem da infância ?

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ImprimirReportar erroTags:obesidade, auto, também, células, social, não, são e gordura593 palavras9 min. para ler

OBESIDADE\\r\\\r\
Será que a obesidade vem da infância?\\r\
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          Segundo o médico Christian Furtado Beller, com formação médica também em Nutrologia, capacitação em Nutrologia Infanto-juvenil e experiência de mais de 18 anos no assunto, a obesidade deve-se mais ao que se come do que à quantidade consumida de alimentos, o que pode gerar um desequilíbrio na balança da ingestão e gasto. Obtemos peso quando ingerimos mais do que gastamos.\\r\
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        A obesidade parece estar relacionada com a infância, pois é nesta fase, principalmente entre 2 e 3 anos, que se adquire grande parte das células adiposas responsáveis pelo armazenamento de gordura no corpo. Essas células são elásticas e, estimuladas pela ingestão excessiva de alimentos, são capazes de armazenar até dez vezes o seu tamanho. Quando chegam neste limite, dividem-se ao meio, duplicando seu número. Resultado:gordura em dobro.\\r\
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O poder de multiplicação dessas células diminui sensivelmente depois da adolescência, mas o tecido adiposo produzido na infância acompanha o indivíduo por toda a vida. É a famosa "tendência de engordar”. Se acontecer deste indivíduo receber uma superalimentação, o processo é acelerado, tornando-o propenso à obesidade.\\r\
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         As dietas de emagrecimento esvaziam os reservatórios de gordura, mas não eliminam as células adiposas. Assim, qualquer deslize alimentar faz com que as moléculas de gordura presentes na corrente sanguínea sejam carregadas para dentro dessas células, inchando-as novamente.\\r\
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         Hoje, está comprovado que são raros os casos de obesidade de origem glandular. Na maioria das vezes, a doença, mesmo em crianças, é causada por perturbações emocionais.. E também, resultado de vários outros fatores: genéticos, nutricionais, e hipotalâmicos, além da inatividade física e da superalimentação. Os dois últimos são tidos como os maiores causadores do excesso de peso, contra os quais a prevenção ainda é o melhor remédio.\\r\
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         Os fatores psicológicos também podem estar intrinsecamente ligados à obesidade, embora não haja um tipo específico de personalidade associado ao problema. A sociedade estigmatiza o gordo, facilitando sentimentos de auto-rejeição, rotulando o excesso de peso como um desvio social gerado pela falta de auto controle.                                                              \\r\
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 A pessoa obesa adquire, assim, uma reação de auto-anulação e auto degradação, que ajuda a perpetuar a imagem de que ela mesma representa um caso de desvio social. É como se o indivíduo estivesse fora do padrão social de estética. Assim, ele fica propenso a entrar num círculo vicioso de baixa estima, depressão e compulsão pela comida, piorando o quadro, como um processo de auto-punição.                                                                                           \\r\
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 Muitos indivíduos com excesso de peso comem demais para satisfazer uma ou mais necessidades emocionais. A fartura alimentar compensa ou substitui as carências afetivas, acalmando os conflitos interiores. Quando os alimentos preenchem as necessidades emocionais, a saciedade ou não é reconhecida, ou é ignorada fisiologicamente. O indivíduo se torna dependente do alimento como um soporífero para aliviar a ansiedade, a frustração e o vazio emocional.\\r\
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          Em geral, a criança obesa também apresenta mau ajustamento emocional. Estudiosos avaliam se na criança obesa a hiperfagia e a inatividade física estão associadas potencialmente, não apenas à história somática do paciente, como também a problemas no ajustamento social. O fato é que a criança, cujas necessidades estão reprimidas ou insatisfeitas, reage com uma solicitação alimentar crescente e um desejo de satisfação imediata, que é feita com o alimento.\\r\
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Dr. Beller ressalva, " o importante é ficarmos atentos ao problema desde a infância e procurarmos  profissionais competentes para sua orientação e tratamento”.